Um quarto das crianças do mundo vai mal na escola

EDUCAÇÃO

29/05/2013 - 16h46 | Dodô Calixto | Redação
 

Um quarto das crianças do mundo vai mal na escola por sofrer de desnutrição, diz estudo

Além disso, existem "danos irreversíveis" no âmbito social, frutos da má alimentação na infância
 

 

Um quarto das crianças do mundo não consegue ter um bom desempenho escolar por causa da desnutrição, revelou nesta quarta-feira (29/05) o instituto Save the Children. No relatório Food for Thought,  são apresentados os impactos negativos – sobretudo na educação - da má alimentação nos primeiros anos de vida. Leia o relatório (em inglês ) completo aqui.

Existem “danos irreversíveis” da desnutrição nos países em desenvolvimento, sobretudo os africanos, que colocam em risco a saúde das crianças e causam milhares de mortes anualmente, afirma o estudo. Além disso, a má alimentação na infância prejudica a formação educacional e profissional dos jovens – que, uma vez adultos, não conseguem boas colocações profissionais.

A pesquisa foi realizada com mais de 7300 crianças, na Etiópia, na Índia, no Vietnã e no Peru, revelando que as crianças subnutridas tinham mais dificuldade que as outras para aprender a ler e escrever. Aos oito anos de idade, 19% exibiam dificuldade para ler frases simples como, por exemplo, “o sol está quente”. Além disso, 12,5% revelavam maior tendência para o erro na escrita.

“Nos países em desenvolvimento, a subnutrição é um dos factores que explica a crise de iliteracia”, alertou a diretora executiva da Save the Children International, Jasmine Whitbread, na apresentação do relatório.

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“São milhões de crianças, um quarto da população infantil, que têm o seu desenvolvimento cognitivo e educativo em risco”, analisa, apresentando também que as crianças subnutridas ganham vencimentos em média 20% menores quando chegam à idade adulta.

Wikicommons

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Jasmine Whitbread afirma que a conclusão do relatório confirma um dos piores receios do Save Children. "A desnutrição prejudica irreversivelmente as hipóteses de futuro de uma criança mesmo antes de ela pôr os pés em uma sala de aula. É verdade que foram feitos enormes progressos no combate à mortalidade infantil, mas o fato é que 25% das crianças do mundo continuam a ter a sua vida escolar comprometida", afirma.