Lula começa a ser interrogado por Sérgio Moro

Lula começa a ser interrogado por Sérgio Moro em processo da Lava Jato no Paraná

Ex-presidente é réu em ação penal que o acusa de receber propina da Odebrecht; esta é a segunda vez que ele é ouvido por Sérgio Moro.

Por G1 PR, Curitiba

Ex-presidente Lula recebe apoio de aliados antes de depor a Moro em Curitiba nesta terça-feira (13) (Foto: Heuler Andrey/AFP) Ex-presidente Lula recebe apoio de aliados antes de depor a Moro em Curitiba nesta terça-feira (13) (Foto: Heuler Andrey/AFP)

Ex-presidente Lula recebe apoio de aliados antes de depor a Moro em Curitiba nesta terça-feira (13) (Foto: Heuler Andrey/AFP)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a prestar depoimento por volta das 14h15 desta quarta-feira (13), na 13ª Vara Federal de Curitiba. Esta é a segunda vez que ele fala ao juiz Sérgio Moro, na condição de réu em um processo da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada pela assessoria da Justiça Federal.

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O primeiro a questionar Lula é o juiz Sérgio Moro. Depois, o Ministério Público Federal e por fim os advogados de defesa.

Além de Lula, Moro também deve ouvir nesta quarta-feira Branislav Kontic, ex-assessor do ex-ministro Antônio Palocci.

 

2º depoimento

 

Esta é a segunda vez que Lula presta depoimento na condição de réu em um processo da Lava Jato conduzido por Moro. No primeiro caso, ele foi acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina, de forma dissimulada, da empreiteira OAS. Em troca, ela seria beneficiada em contratos com a Petrobras. O ex-presidente acabou condenado naquela ação penal a nove anos e meio de prisão.

Dessa vez, a acusação é sobre um suposto pagamento de propina por parte da construtora Odebrecht. Segundo a denúncia, a empresa comprou um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula. A empreiteira também teria comprado um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo. O imóvel é alugado desde 2002 e abriga, principalmente, os seguranças que fazem a escolta de Lula.

 

Entenda a denúncia

 

Segundo o MPF, os dois imóveis fazem parte de um total de R$ 75 milhões em propinas que foram pagas pela Odebrecht a funcionários da Petrobras e políticos, após a empreiteira firmar oito contratos com a estatal. De acordo com a denúncia, a parte de Lula foi repassada com a intermediação do ex-ministro Antônio Palocci e do assessor dele, Branislav Kontic.