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Lava Jato: condenados e penas

17/08/2015 17h32 - Atualizado em 17/08/2015 18h23

Lava Jato: condenados e penas

Maioria atuava com Alberto Youssef no esquema de lavagem de dinheiro.
Nestor Cerveró e Paulo Costa, da Petrobras, estão na lista de condenados.

Do G1, em São Paulo

Júlio Camargo, Nestor Cerveró, Alberto Youssef e Fernando Baiano estão entre os condenados (Foto: Reprodução, Alaor Filho/Estadão Conteúdo, Félix R./Futura Press/Estadão Conteúdo, Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
Júlio Camargo, Nestor Cerveró, Alberto Youssef e Fernando Baiano estão entre os condenados (Foto: Reprodução, Alaor Filho/Estadão Conteúdo, Félix R./Futura Press/Estadão Conteúdo, Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)

Até esta segunda-feira (17), 33 pessoas haviam sido condenadas em processos derivados da Operação Lava Jato. Três suspeitos foram absolvidos. As ações foram julgadas pelo juiz federal Sérgio Moro na primeira instância.

As últimas condenações foram de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área de Internacional da Petrobras, do lobista Fernando Baiano e de Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal. Eles foram acusados de envolvimento no esquema de fraude, corrupção, desvio e lavagem dinheiro descoberto na estatal.

Outras sentenças foram dadas a ex-executivos e funcionários das construtoras OAS e Camargo Corrêa e a diversos criminosos que atuavam no esquema de lavagem de dinheiro operado por Alberto Youssef – ele é, até agora, o condenado a mais anos de prisão.

Veja a lista completa de condenados e, ao final, os absolvidos:

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da OAS
- 16 anos e quatro meses de reclusão por organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro

Alberto Youssef, doleiro acusado de ser o operador do esquema de corrupção
- 16 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
- 8 anos e 4 meses por corrupção passiva
- 9 anos e 2 meses de prisão por lavagem de dinheiro
- 5 anos em regime fechado por lavagem de dinheiro
- absolvido em dois processos por lavagem de dinheiro

Devido ao acordo de delação premiada, ele deve ficar 3 anos em regime fechado.

André Catão de Miranda, ligado a Youssef
- 4 anos em regime semiaberto por lavagem de dinheiro  

Carlos Alberto Pereira da Costa, ligado a Youssef
- 2 anos e 8 meses por lavagem de dinheiro, substituída por restrição de direitos

Carlos Habib Chater, ligado a Youssef
- 4 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro
- 5 anos e 6 meses em regime fechado por lavagem de dinheiro

Cleverson Coelho de Oliveira, ligado a Youssef
- 5 anos e 10 dias de prisão por evasão de divisas, operação de instituição financeira irregular e pertinência a organização criminosa

Dalton dos Santos Avancini, ex-presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
-15 anos e 10 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

Ediel Viana da Silva, ligado a Youssef
- 3 anos em regime fechado por lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos

Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa
- 15 anos e 10 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

Esdra de Arantes Ferreira, ligado a Youssef
- 4 anos e 5 meses de prisão por lavagem de dinheiro  

Faiçal Mohamed Nacirdine, ligado a Youssef
- 1 ano e 6 meses por operar instituição financeira irregular 

Fernando Antônio Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano
- 16 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Fernando Augusto Stremel Andrade, funcionário da OAS
- 4 anos de reclusão por lavagem de dinheiro (a pena privativa de liberdade foi substituída por prestações de serviços à comunidade e pagamento de multa de 50 salários mínimos).
- Absolvido de corrupção ativa e organização criminosa, por falta de provas.

Iara Galdino da Silva, doleira
- 11 anos e 9 meses de prisão por evasão de divisas, por operar instituição financeira irregular, corrupção ativa e pertinência à organização

Jayme Alves de Oliveira Filho, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro
- 11 anos e 10 meses por lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

João Ricardo Auler, ex-presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
- 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção e de pertinência à organização criminosa

José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS
- 16 anos e quatro meses de reclusão por organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro

José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato de Youssef com a OAS
- 11 anos de reclusão por organização criminosa, lavagem de dinheiro. Absolvido de corrupção ativa, por falta de provas.

Juliana Cordeiro de Moura, ligada a Youssef
- 2 anos e 10 dias de prisão por evasão de divisas e de operação de instituição financeira irregular

Júlio Gerin de Almeida Camargo, ex-consultor da Toyo Setal
- 14 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Devido ao acordo de delação premiada, deve pegar 5 anos, em regime aberto

Leandro Meirelles, ligado a Youssef
- 6 anos e 8 meses de prisão por lavagem de dinheiro

Leonardo Meirelles, ligado a Youssef
- 5 anos, 6 meses e 20 dias por lavagem de dinheiro

Luccas Pace Júnior, ligado a Youssef
- 4 anos, 2 meses e 15 dias de prisão por evasão de divisas, por operar instituição financeira irregular e pertinência a organização criminosa. Devido a acordo de delação premiada, teve a pena reduzida pela metade

Marcio Andrade Bonilho, ligado a Youssef
- 11 anos e 6 meses de prisão por pertencer a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele foi absolvido em outro processo.

Maria Dirce Penasso, ligada a Youssef
- 2 anos, um mês e 10 dias de prisão por evasão de divisas e de operação de instituição financeira irregular

Matheus Coutinho de Sá Oliveira, ex-funcionário da OAS
- 11 anos de reclusão por organização criminosa, lavagem de dinheiro.
- Absolvido de corrupção ativa, por falta de provas
 
Nelma Mitsue Penasso Kodama, doleira
- 18 anos de prisão por evasão de divisas, operação de instituição financeira regular, corrupção ativa e pertinência a organização criminosa

Nestor Cunat Cerveró, ex-diretor da Àrea de Internacional da Petrobras
- 12 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
- 5 anos de prisão por lavagem de dinheiro       

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
- 7 anos e 6 meses de prisão por pertencer a organização criminosa e por lavagem de dinheiro
- 6 anos e 6 meses no regime semiaberto por corrupção passiva. Confisco de bens fruto de crime até o valor de R$ 29.223.961,00

Devido à delação, deve ficar 3 anos em regime domiciliar e o restante em regime aberto.

Pedro Argese Júnior, ligado a Youssef
- 4 anos e 5 meses de prisão por lavagem de dinheiro 

Renê Luiz Pereira, acusado de tráfico de drogas, era ligado a Youssef
- 14 anos em regime fechado por tráfico de drogas   

Rinaldo Gonçalves de Carvalho, ligado a Youssef
- 2 anos e 8 meses de reclusão por corrupção passiva

Waldomiro Oliveira, "laranja" de Youssef em empresas de fachada
- 11 anos e 6 meses de prisão por pertencer a organização criminosa e lavagem de dinheiro


ABSOLVIDOS
Apenas 3 pessoas foram absolvidas em ações julgadas por Sérgio Moro:

- Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte
Absolvido do crime de pertinência à organização criminosa e do crime de lavagem de dinheiro.

- Antonio Almeida da Silva, ligado a Youssef

- Murilo Tena Barros, ligado a Youssef