Atendimento domiciliar pode reduzir superlotação

17/05/2013 15h15 - Atualizado em 17/05/2013 15h39

Atendimento domiciliar pode reduzir superlotação em pronto-socorro

Serviço Multidisciplinar Domiciliar deve atender 40 pacientes em Rondônia.
Leitos semi-intensivos foram criados para desafogar PS João Paulo II.

 

Ivanete Damasceno Do G1 RO

 
Comente agora
Leitos na unidade de Assistência Médica Intensiva, Zona Sul de Porto Velho (Foto: Ivanete Damasceno/G1)
Leitos na unidade de Assistência Médica Intensiva, Zona Sul de Porto Velho (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Os problemas de superlotação no Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, confirmados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em março deste ano, devem ser reduzidos com a criação de 35 leitos semi-intensivos que passam a funcionar a partir desta sexta-feira (17) na Unidade de Assitência Médica Intensiva (AMI 24h), na Zona Sul da capital, de acordo com o secretário adjunto da Sesau, Luiz Eduardo Maiorquin. A unidade de saúde funcionará em tempo integral e deverá abrigar o Serviço de Atendimento Multidisciplinar Domiciliar (Samd) que tem a meta de retirar 40 pacientes do Pronto-Socorro João Paulo II em condições de receber ou continuar o atendimento médico em casa.

Na ocasião em que ministro esteve em Rondônia, enfermeiros do pronto-socorro denunciaram a situação caótica de pacientes entubados colocados na sala de sutura, por falta de espaço na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O governador Confúcio Moura, então justificou, que a capacidade da unidade de saúde é para 154 leitos, mas há dias em que a unidade atende cerca de 300, por isso há pacientes que ficam nos corredores do hospital.

“Virtualmente nós criamos 75 leitos para o João Paulo II. Isso significa uma diferença muito grande. Os 35 leitos de UTI adulto para pacientes clínicos representam três vezes o quantitativo de leitos de UTI existentes no João Paulo II”, diz Maiorquin.

Para a dona de casa Terezinha Santana, a criação dos leitos será benéfica para toda população porque abre vagas para pessoas que aguardam há muito tempo por leitos em hospitais de Porto Velho e outros municípios. O mesmo pensamento tem Antônia Pereira. “Eu conheço muita gente que tem que esperar, em estado grave, para conseguir um leito”, comenta a dona de casa Antônia.

Maiorquin confirma a fila de espera por leitos em unidades de saúde do estado, mas enfatiza que, principalmente o Pronto-Socorro João Paulo II, trabalha com leitos de retaguarda, inclusive em hospitais particulares. “Vagas em leitos de UTI é um problema cristalizado não só em Rondônia. Mas estamos potencializando toda a estrutura que já temos para que dê conta da demanda existente”, diz o secretário.

No estado são 44 leitos de retaguarda privados, sendo 20 em Porto Velho e 8 em Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena, respectivamente. A partir da criação da AMI, esses leitos podem deixar de ser utilizados o que, segundo explica Maiorquin, deverpa ajudar a reduzir gastos, que ainda não foram mensurados. "Nós vamos utilizar conforme a necessidade. Se por ventura for necessário utilizar o leito em hospital particular utilizaremos, mas a intenção é deixar de usá-los", explica.

Veículos que serão utilizados na unidade de saúde (Foto: Ivanete Damasceno/G1)Veículos que serão utilizados na unidade de saúde
(Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Samd
O Serviço de Assistência Multidisciplinar Domilicar (Samd) vai dar suporte principalmente aos hospitais que se encontram lotados, de acordo com o coordenador do Samd Leonardo Moreira Pinto. "Pacientes que estão hemodinamicamente estáveis serão retirados precocemente dos hospitais e vamos continuar a medicação em casa. Isso vai facilitar a diminuição de superlotação", explica Leonardo que diz que a avaliação já é feita pela equipe médica dentro dos hospitais para identificar os pacientes.

As visitas devem acontecer conforme o quadro clínico de cada paciente, podendo ser diária. "O Samd tem capacidade para atender cerca de 120 pessoas com uma equipe composta por quatro médicos, enfermeiros, psicólogos, psicoterapeutas, técnicos de enfermagem e assistentes sociais", explica o coordenador.

Cinco ambulâncias e cinco motocicletas foram entregues durante a inauguração da unidade de saúde nesta sexta-feira.